Quinta do Sumidouro

Cachoeira Grande era o nome do primitivo arraial onde surgiu Pedro Leopoldo, município criado pela lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, nome dado em homenagem ao engenheiro Pedro Leopoldo da Silveira, chefe da seção de construção da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1895.

Localizada na região metalúrgica, tem topografia ondulada e montanhosa onde existem os ribeirões das Neves, Vau do Palmital e da Mata, afluentes da bacia do São Francisco. Dados preliminares do IBGE de 1999 indicam uma população de 50.829 habitantes, na sua maioria ocupando trabalho no setor da indústria de transformação, como têxtil, metalurgia e mecânica, assim como na extração de minerais: argila, calcário e caulim. A agricultura, atividade que ocupou majoritariamente seus habitantes até a década de 1960, cultiva o abacaxi, a laranja, banana, cana-de-açúcar, feijão, milho, alho, cebola e arroz. A pecuária bovina e granja são atividades complementares.

Pedro Leopoldo possui bens tombados, ligados à história de seu distrito de Fidalgo. Trata-se do conjunto histórico constituído da Capela de Nossa Senhora do Rosário, Casa e Sítio da Quinta do Sumidouro. Estas edificações têm suas origens na bandeira de Fernão Dias Paes Leme em 1694. Conta a tradição que o aventureiro, diante das grandes dificuldades dos caminhos e carência de recursos, fixou parte da expedição no local denominado: “Anhanhonhacanhuva”, que significa em tupi: água parada que some no buraco, onde construíram o arraial de São João do Sumidouro. Fernão Dias escolheu nos arredores um sítio de terras mais férteis para o plantio extensivo, onde construiu sua residência, ficando o local conhecido como “Quinta do Sumidouro”. Data provavelmente desta época a edificação da Capela do Rosário da Quinta do Sumidouro, que pode ser incluída entre as primeiras capelas de Minas Gerais.

A Capela de Nossa Senhora do Rosário, a ´Casa de Fernão Dias´, a Lagoa do Sumidouro e a Lapa do Sumidouro formam um importante conjunto arquitetônico, arqueológico e paisagístico, tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, através do decreto N. 17.729, de 27 de Janeiro de 1976.

A capela foi erguida pelas Irmandades do Rosário e do Santíssimo Sacramento e pelas mãos dos escravos que trabalhavam na mineração no vale do Rio das Velhas.

A área onde se localizam a capela e a ´Casa de Fernão Dias´, constitui-se de pouso da expedição bandeirista de desbravamento do território mineiro no final do século XVII. Esses pousos, embora de caráter temporário, evoluíram e tornaram-se os primeiros núcleos urbanos e marcos da formação da cultura e do território mineiro.

A capela está entre as primeiras das Gerais que se vinculam ao período minerador. De proporções modestas, possui ornamentação interna de grande valor artístico, sendo o retábulo-mor a peça de maior representatividade do conjunto. Confeccionado em meados do século XVIII, o retábulo é filiado estilisticamente ao modelo D.João V, segunda fase do barroco.

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